Onde guardamos as coisas boas?

Certa vez, ouvi a história de um mestre que subiu em cima de mesa, e fez a seguinte pergunta ao discípulo, estendendo-lhe a mão:

– É mais fácil você me puxar para baixo ou eu te puxar para cima?

O aluno, obviamente, respondeu que é mais fácil levar o mestre para o chão do que ele ser puxado para cima da mesa.

Parece que em nossas vidas essa lógica encontra razão. Valorizamos mais as negativas que recebemos do que oportunidades que tivemos. Somos facilmente levados pelo pessimismo, cultivando lembranças tristes. Aqueles detalhes como caronas providenciais, companhias de última hora e palavras nos tiraram do poço vão sendo esquecidos pelas frustrações da vida.

Conversei sobre isso com a minha irmã, durante os festejos de fim de ano. Assim, ela me deu uma ideia que resolvi aplicar em 2016: colecionar as situações boas que me acontecem. Providenciei, então, uma caixa e, assim que coisas boas acontecem, vou anotando bilhetes e jogando lá dentro.

Talvez eu não espere o ano virar para reler meus bons momentos; quando as reclamações crescerem e eu me pegar murmurando, vou recorrer à caixa, que me fará crer que todos temos boas razões para agradecer.

Pode parecer besteira, mas prefiro seguir com esperança do que ficar parada no meio do caminho chorando.

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