O Enem e os meus 17 anos

É mais comum do que minha visão de mundo aos 17 anos podia alcançar.

O tema da redação do Enem deste ano, a violência contra a mulher, gerou burburilhos nas mídias sociais, e apontou que educadores podem (e devem!) debater a questão de gênero na escola.

Quando eu estava na idade dos vestibulares (vixi, isso faz tempo, na minha época o Enem era opcional e cada universidade aplicava suas seleções isoladamente, o que fez minha geração fazer prova por vários fins de semana seguidos), eu achava que atos violentos contra mulheres só aconteciam em filmes ou nas favelas. Ah, como eu sabia pouco da vida! Aos poucos, a gente descobre que mulheres da sua família já apanharam em alguma briga com o marido ou que uma amiga já levou um tapa de um namorado nervoso. A vergonha, a humilhação e o medo de acontecer de novo fazem com que várias vítimas fiquem no silêncio. E mais garotas de 17 anos continuam achando que isso só acontece em novela.

As mulheres obtiveram diversas conquistas na sociedade, mas ainda há pontos que precisamos debater. Para mim, é violência ser reduzida à objeto em comerciais, ter corpo avaliado por homens quando andamos por aí, não ter a mesma remuneração, e ainda ouvir que tem mulher que “pede para ser estuprada” ou assediada na rua por usar short, por exemplo.

O assunto faz, no mínimo, a nova geração pensar no assunto que é recorrente e despistado.

[Crédito imagem]

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *