Livros e memórias de Portugal

Minha ligação com Portugal vai além das aulas de História. Tive oportunidade de estar no país algumas vezes, voltando sempre mais apaixonada pela cultura, pela gente, pelo lugar e, claro, pela Literatura.

tejo
Às margens do rio Tejo, em Lisboa.
Coimbra
Coimbra
Lisboa
Lisboa
Bragança

Desde novos, conhecemos autores portugueses como Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco, Luis de Camões (“Amor é fogo que arde sem se ver…”), Fernando Pessoa (suspiros) e outros de grande importância para nossa Literatura.

Contudo, há autores portugueses contemporâneos contando boas histórias. Deixo algumas das minhas leituras mais recentes.

A viagem do elefante, de José Saramago | Não tem como fugir de um dos autores mais conhecidos do mundo. O livro narra a “a viagem de um elefante chamado Salomão, que no século XVI cruzou metade da Europa, de Lisboa a Viena, por extravagâncias de um rei e um arquiduque. O episódio é verdadeiro. Dom João III, rei de Portugal e Algarves, casado com dona Catarina d’Áustria, resolveu numa bela noite de 1551 oferecer ao arquiduque austríaco Maximiliano II, genro do imperador Carlos Quinto, nada menos que um elefante. O animal viera de Goa junto com seu tratador, algum tempo antes. De início, o exotismo de um paquiderme de três metros de altura e pesando quatro toneladas, bebendo diariamente duzentos litros de água e outros tantos quilos de forragem, deslumbrara os portugueses, mas agora Salomão não passava de um elefante fedorento e sujo, mantido num cercado nos arredores de Lisboa. Até que surge a idéia mirabolante de presenteá-lo ao arquiduque, então regente da Espanha e morando no palácio do sogro em Valladolid.” É uma ficção muito bem criada e me fez viajar junto com o elefante.

A Eternidade e o Desejo, de Inês Pedrosa | Conheci o livro por meio de um grande amigo que é professor de Português e Literatura. “No livro, a historiadora e professora universitária portuguesa Clara viaja para o Brasil acompanhada de seu amigo Sebastião. Regressa então à Bahia, onde há tempos perdeu a visão e um amor — ao tentar salvar das balas o homem que amava, levou um tiro que a deixou cega. Juntos, guiando-se sempre pelos textos do mestre canônico da literatura portuguesa que entremeia toda a narrativa, os personagens visitam as igrejas históricas da cidade, percorrem os mercados e o Pelourinho, encantam-se pelo candomblé e por seus orixás.” É uma história de linda sobre a cegueira e a visão, sobre recomeço e sobre o (re)encontro do amor. Da mesma autora, está na minha fila de leitura Fazes-me falta.

À espera de Moby Dick, de Nuno Amado | É um romance epistolar, contém uma série de cartas de um lisboeta que se exila na região dos Açores para realizar o sonho de ver baleias, o que explica o título. Quem me conhece sabe que tenho pânico de baleias, sendo muito complicado lidar com obras que as incluam. Contudo, as cartas que esse exilado manda ao seu amigo filosofam tão bem acerca da vida e nossa existência que nem me importei com a Moby Dick e suas amigas. O livro tem frases ótimas, dá vontade de encher livro de post-it.

O filho de mil homens, de Valter Hugo Mãe | Lindo! O texto é de uma poesia incrível! A história é sobre um pescador de quarenta anos que deseja ter um filho. Então, ele conhece um órfão. Seria simples, mas diversos personagens surgem na trama, cada com um com seus sonhos e frustrações, formando uma enorme teia de histórias. Recomendo fortemente.

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