O que é chick-lit?

Eles são ágeis e engraçados, e conquistam pelas capas charmosas e títulos divertidos. O mercado literário, como qualquer outro, vai se segmentando e um gênero ganha cada vez mais leitores: o chick-lit. O termo, que é a junção da da gíria inglesa chick, que quer dizer “mulherzinha” e Lit, forma curta de Literature, começou a ser usado nos anos 80 como apelido para uma disciplina sobre literatura feminina da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos.

Sim, há um certo preconceito com o gênero, mas nada que incomode os leitores que enfrentam filas para ter seus exemplares autografados.

Talvez os títulos mais conhecidos sejam aqueles que já foram parar nas telinhas: O Diário de Bridget Jones (Helen Fielding), O Diabo Veste Prada (Lauren Weisberger), Os Delírios de Consumo de Becky Bloom (Sophie Kinsella), dentre outras.

O próprio chick-lit se subdivide em diversos subgêneros; alguns são adolescentes, outros têm uma trama de suspense e por aí vai. Mas nada tira o foco da protagonista mulher que têm seus desafios pessoais, seus planos na carreira, inseguranças, intrigas e, claro, questões relativas ao amor e ao sexo.

Segundo a leitora voraz Juliana Marques, que manteve um blog literário, um bom chick-lit tem que ter “altas doses de humor, um retrato fiel da mulher moderna e as questões que queira apresentar, dialogar ou criticar referentes ao que as mulheres enfrentam hoje”.

Tenho a maior satisfação de ser uma nomes em ascensão no chick-lit nacional. Em 2012, ganhei o prêmio Destaques Literários por meio do voto popular com o melhor chick-lit nacional com meu romance de estreia, Freud, Me Tira Dessa! Pessoalmente, sou fã da autora Sophie Kinsella, e me divirto bem com seus títulos. O universo de Sexy and The City (Candace Bushnell) também me inspira muito, embora o livro que deu origem a série não tenha sido escrito no formato narrativo do gênero (romance, história corrida, como início, meio e fim, sabe? O livro é composto de crônicas muito legais, que são basicamente as que a Carrie, protagonista da série, publica em sua coluna). Enfim… Não vale colocar todos os produtos destinados às mulheres na mesma baciada. Chick-lit pede estrutura narrativa de romance.

Sou uma das autoras do LitGirlsBr, um “projeto multiplataforma inovador e inédito no Brasil. É mais do que o registro de um momento literário especial. Visa estreitar as relações entre autoras e leitores e provocar ainda mais compartilhamento sobre literatura nacional pelo celular, tablet, computador, livros, blogs, cadernos, diários, mídias sociais e o que mais vier por aí”, segundo o site.

Para saber um pouco mais, segue minha entrevista ao LitGirls.

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