O mais raro tipo de amor

Muita gente busca o amor. Passam o tempo fantasiando um par ideal, formas românticas de se conhecer alguém e juras de amor perfeitas. Muitos também se empenham para serem aceitos numa roda de amigos, chegando até a mudar o comportamento para estar mais afinado ao grupo.

É muito legítimo desejarmos o amor já que somos seres sociáveis; ninguém vive sozinho. Mas não noto o mesmo empenho na busca pelo mais importante dos amores: o próprio. O que você tem feito para conquistar a si mesmo? Quanto você se agrada? Tem falado do que te incomoda? Investe seu tempo e seu dinheiro em você? É incrível como somos capazes de nos doar sem medida numa relação e titubeamos na hora de dizer não a algo que não gostamos.

Há milhares de livros, filmes e palestras ensinando como ser poderosa e interessante – para se casar com alguém. Poxa, que pena! Não seria legal casarmos conosco mesmo antes de aceitarmos o outro? Amar a si mesmo deveria ser algo intrínseco ao ser humano, e nunca condição para arrumar marido. Gostar de você é condição para ser feliz na vida.

Autoestima é aquilo que faz você ter força de tirar da sua vida quem não te faz bem, mesmo estando apaixonado. É sair fora de homem (ou mulher) problemático, mentiroso, conquistador e de amigos sanguessugas e depreciativos. É ter segurança para tirar a roupa para alguém embora estejamos na época do photoshop e dos infinitos procedimentos estéticos. É saber que você é mais que suas imperfeições e não é melhor do que ninguém por seus atributos. Arrogância e baixa autoestima são amigas íntimas.

Gostar de você é não aceitar menos do que acha que merece. E se quer mais, sua autoestima vai fazer você merecer. Seu amor próprio vai te empurrar para relações saudáveis, para amigos inteligentes, para bons empregos, para a uma atividade física e para sonhos maiores.

Abra-se para outra pessoa, conquiste, agrade… Mas não se esqueça que vai conviver com você mesmo até a morte. É muito tempo para viver com quem não se ama.

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