Eu, Freud e minhas leitoras

Muitas têm entre 18 e 28 anos. Algumas estão na faixa dos 40. As teenagers também sempre dão as caras – e a opinião. A maioria vem de Minas, São Paulo e Rio. Ah, o Rio. Mensagens de lá sempre pipocam minha caixa de e-mail. Leitora de cidade do interior do Rio Grande do Sul, que nem fazia ideia de que existia, já me escreveu. Outro dia chegou recado no blog de uma querida de 16 anos do Amazonas. Uma brasileira que mora no Chile ganhou meu livro da prima.

Elas são fofas. Muito fofas. Chamam-me de Laurinha, Lau, Laurita, Laurets e de “minha nova escritora favorita”. Tenho ou não razões para rir de orelha a orelha?

Algumas são bravas, minha gente!  Por que fulana não sofreu mais? Por que ciclana não chorou menos? E a beltrana, por que ficou com ele? O que vai acontecer com eles? Outro dia recebi um e-mail que começou cheio de esculhambações. A leitora terminou dizendo que havia se tornado minha fã, que iria comprar todos os meus livros. (Dizem que Freud morreu sem saber o que as mulheres queriam…)

Elas são pra lá de exigentes. Querem logo o próximo livro e que eu faça lançamento na cidade delas. Cobram-me agilidade nas respostas. Escrevem-me o desfecho ideal para cada personagem. Umas querem a Catarina dê “uns pegas” no analista. Outras que a Cat fique com o Guto. E muitas querem que ela conheça outra pessoa e se case – o mais breve possível. (Será que elas falam da Catarina ou delas mesmas?) Algumas adoram os amigos da Cat e seu dia-a-dia. Outras querem mais cenas da personagem no divã. Como elas gostam dos trechos de terapia, haja Freud!

Dão RT nos meus tweets, curtem tudo no Facebook e sempre comentam no blog. Sinto, de verdade, que vibram comigo a cada conquista. Mandam fotos  e contam coisas que diriam ao terapeuta. Algumas me escrevem tanto, que já sei como anda o namoro, onde moram, o que fazem… Posso dizer até que algumas já viraram amigas.

É incrível como o livro deixa de ser “meu” para ser de todo mundo. Todos podem contar o que assimilar da história, dizer com o que se identificaram, imaginar o rosto e a voz de cada personagem, inventar o destino de cada um.

Minhas leitoras são assim. E eu adoro essa relação que o “Freud” me deu. Elas me dizem que choram e riem até com meu livro. O que elas não sabem é que eu também me emociono com as mensagens delas. E gargalho com algumas! Quando chega mensagem de leitora passo o dia sorrindo para as mensagens… É, Freud… Não me tire dessa!

PS.: Um beijo enorme para meus leitores machos! Mas hoje o post vai só para elas! 🙂

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