A força dos sonhos

Algumas histórias simplesmente não saem da minha cabeça. Considero-as tão inspiradoras que quis dividi-las aqui no blog. Nesta semana, fui ao interior de Minas Gerais fazer uma reportagem de economia. Conversei com alguns empresários beeem ricos e, o que me chamou a atenção – além dos números – é a história que cada empresa teve. Muitos deles disseram que a “grande ideia” do negócio se deu num momento de crise. E não qualquer crise. Crise brava mesmo, como se a situação os forçasse pensar soluções.

Ouvi gente que quebrou mais de uma vez e que foi desencorajado pela família. Hoje, dão empregos a dezenas de pessoas, estão milionários e são referências em seus segmentos.

Lembro-me que, há alguns meses, minha família se reuniu para comemorar a aprovação de um primo querido num super concurso. Só ele e os mais próximos sabem o que foi se esforçar por três anos, dar o melhor de si nos estudos e, ainda sim, precisar fazer 16 provas para na décima sétima sentir o gosto da recompensa.

Adoro ouvir histórias de escritores que começaram com publicações independentes ou em editoras pequenas, indo à luta, atrás de leitor e que hoje figuram entre os mais vendidos. Acho lindo ver uma fila se formar para esperar um autor que, anos atrás, fazia de tudo para divulgar seu livro.

Outro dia, uma amiga me contou uma história mega engraçada: uma tia de 50 anos estava se casando. Ela havia se mudado para os Estados Unidos há uns vinte anos, conhecido uma pessoa e tido dois filhos. Entretanto, o sonho de entrar de vestido de noiva na Basílica de Nossa Senhora de Lourdes, aqui em BH, persistiu. Somente no início desde ano, com os filhos já crescidos e com possibilidade financeira, essa tia veio ao Brasil para casar. Fez convite, festa com valsa e vestido estilo “bolo”. Não foi mentira, eu vi as fotos. E daria tudo para ter sido convidada, só para dizer que vi uma pessoa realizar seu sonho sem o menor constrangimento.

Viktor Frankl foi um médico que se correspondeu com Freud nos anos 20. Sendo de origem judia, ficou preso em diversos campos de concentração nos anos 40. Em seu ótimo livro “Em busca de sentido”, Frankl observou que as pessoas que se mantinham vivas, mesmo em condições desumanas, eram aquelas que tinham um sentido na vida. Fosse um sonho, a vontade de reencontrar a família ou de simplesmente retomar estudos, esses desejos permitiram com que pessoas suportassem àquele trágico cenário.

Meu primo, certos amigos, aqueles empresários, a tia da minha amiga e alguns artistas nos enchem de motivação para sair da cama todos os dias. A vida quase sempre não é o que desejamos, mas acredito que com um sentido de vida, fica mais fácil suportar as adversidades e nos mantermos de pé. Já dizia Friedrich Nietzsche: “quem tem porque viver aguenta quase todo como”.

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